segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Onde começar?



E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de David, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:10 e 11.

Onde começar a história de Jesus? Esse é o problema. Naturalmente que poderíamos começar com o Seu nascimento em Belém. No entanto, isso faria perder a maior parte da história. Afinal, a descrição que a Bíblia faz dos Seus 33 anos da Terra pouco mais é do que a ponta do iceberg de uma existência que vem da eternidade no passado até à eternidade no futuro. Por isso, estas meditações matinais sobre a vida de Cristo começarão com a Sua história antes da incarnação e terminarão com o Seu ministério depois da Ascensão, o qual se prolonga até ao infinito.
O hino tema para o nosso percurso ao longo deste ano de contemplação do nosso Senhor é de Helen Lemmel, “Fixa Teus Olhos no Mestre”. Como parte da nossa experiência de meditação diária, deixo aqui a sugestão que cantemos o coro todos os dias:
        Fixa teus olhos no Mestre,
        Confia no bom Salvador,
        Fruirás, na luta terrestre,
       Maravilhas do Seu doce amor.
Depois de repetidas 365 vezes, garanto que as palavras terão sido memorizadas e que virão repetidas vezes à nossa mente ao longo do resto da nossa vida.
Entretanto, precisamos de fixar os olhos no Jesus anunciado na proclamação do anjo aos pastores em Lucas 2:10 e 11. É provável que o aspeto mais relevante desta passagem seja a referência ao bebé recém-nascido como “Cristo, o Senhor”.
Esta descrição teria saltado das páginas para os olhos dos primeiros leitores da Bíblia. Afinal de contas, “Senhor” é a palavra usada no grego para “Jeová”, precisamente o nome de Deus no Velho Testamento. Desta forma, o anúncio do anjo declarava aquela criança como divina. Mais tarde, os leitores gentios teriam captado a mesma mensagem, uma vez que o mundo pagão empregava frequentemente o termo referindo-se às suas divindades.
O termo Cristo é também uma expressão da divindade de Jesus, dado que é a tradução grega de “Messias”, palavra que significa “o ungido”. Embora se pudesse ver um rei ou um sacerdote como ungidos, os Judeus esperavam que em devido tempo, Deus enviara o ungido, alguém que cumpriria a Sua vontade de uma maneira especial.
E de que maneira! As “novas de grande alegria” que o anjo trouxe anunciavam que Jesus iria ser o “Salvador” de “todo o povo”. Juntemo-nos nós também à alegria dos anjos (versículos 13 e 14).


Extraído por: Fixa Teus Olhos em Jesus de George R. Knight

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Feliz Natal aos meus Amigos com Jesus renascido no coração!




O NATAL DE JESUS

Tudo isso aconteceu para que se cumprisse
o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta. Mat 1.22

Quando o sol irrompeu nos cimos azulados
e deu vida e calor às árvores e aos prados,
e os pássaros, trinando, a alvorada anunciaram
e a luz triunfal do dia entre ovações saudaram,
dir-se-ia a natureza em festa esplendorosa
no radiante fulgor da manhã cor-de-rosa.

Quem fosse até Belém naquele instante, certo,
deixando atrás de si a poeira do deserto,
havia de sentir um gozo estranho e ingente,
uma alegria nova, imensa, surpreendente,
porque, na expectação do mundo estarrecido,
nascera, finalmente, o Cristo prometido.

Os homens a buscá-lO o Seu nome exaltavam
e, cheios de ventura, uns aos outros falavam,
enquanto pelos céus divina melodia
de cantos imortais os páramos enchia.

Mas, eterno desígnio, a pequenina criança,
que era do mundo inteiro a mais bela esperança,
nascera, humildemente, em pobre estrebaria,
porque nenhum lugar na estalagem havia
e agora, ao maternal regaço reclinada,
mostrava à luz do dia a face mui rosada.

A doce mãe, feliz na sua fé ardente,
olhava para o filho enternecidamente,
não sonhando sequer o drama extraordinário
de que seria palco o monte do Calvário!...

Mas havia de ser assim...
                                              Estava escrito
nas páginas de luz do Livro do infinito
e um dia, sobre o lenho infame do madeiro
Ele seria exposto assim, como o Cordeiro,
para que se cumprisse a divinal vontade
e fosse redimida e salva a humanidade.

E por isso as canções que os pássaros entoavam
e os lampejos do sol que os campos redouravam
festejavam, também, nessa alvorada loura,
o Salvador nascido em pobre manjedoura!

                                            De Autor desconhecido

sábado, 30 de setembro de 2017

Deus é o Juiz

Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta. Sal. 75:7.

Quando Adolf Hitler estava no pináculo da glória, o mundo inteiro ficava atento a qualquer declaração sua. Ao revisar jornais e revistas daquele tempo, posso ver quanto espaço ele ocupava nos noticiários internacionais.
            Já se passaram mais de cinco décadas de tudo aquilo. Se hoje você perguntar na rua quem foi Adolf Hitler, se surpreenderá com o número de jovens que nem sequer ouviram falar o nome do carrasco nazista.
Quem determina a história? “Deus é o Juiz,” afirma o salmista hoje, “a um abate, a outro exalta.” O poder. Qualquer poder humano é transitório. Os reinos caem e se levantam, um atrás do outro. As nações mudam de governantes. Nenhum poder humano é eterno. Só o poder de Deus controla o destino das nações e das pessoas, valendo-se dos erros e dos acertos de cada um.
Houve momentos na história de Israel em que o povo pensava que Deus tinha perdido o controle da situação. O que mais pensam quando os justos sofrem e os perversos crescem e progridem? A que outra conclusão pode-se chegar quando os exércitos inimigos destroem a cidade de Deus e espalham os Seus filhos pelos quatro cantos da Terra?
Ainda hoje se repetem os mesmos dramas na vida das pessoas.
Quantas vezes, ferido, agonizante, sem forças, você se esforça para ver a Deus sentado no Seu trono, controlando as situações. As lágrimas o impedem de ver o governante supremo do Universo. Dá a impressão de que o trono está vazio e os maus triunfaram.
Mas, no salmo de hoje, conta os atos heroicos do libertador de Israel. Este salmo é um hino de gratidão porque a noite passou, as sombras se esvaíram e o sol da libertação voltou a brilhar. “Graças Te rendemos, ó Deus; graças Te rendemos, e invocamos o Teu nome, e declaramos as maravilhas.” Sal. 75:1.
Qualquer pessoa que circunstancialmente recebeu poder, pode achar-se um pequeno Deus. Você pode estar neste momento a sofrer das consequências de uma atitude soberba por parte de alguém. Essa pessoa acha que o poder vai estar nas suas mãos para sempre. Mas não é verdade. O poder que realmente vale não vem “do oriente, nem do ocidente, nem do deserto.” Quando Deus quer, esse poder chega ao fim.
Lembre-se disso se você está sofrendo. E lembre-se mais ainda quando lhe confiarem o poder, porque “Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta.”

Livro: Janelas para a Vida

Escrito por: Pr. Bullon

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Conta da Vida




Imagine que tem uma conta à ordem. Cada manhã acorda com um saldo de 86 400 euros. Há uma condição: não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte. Por isso, todas as noites o seu saldo passa a zero, mesmo que não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
Como vai aproveitar esta oportunidade? Irá gastar cada cêntimo, claro!
Todos nós somos clientes de um banco que se chama TEMPO.
Todas as manhãs são creditados, na conta de todos nós, 86 400 segundos, e, todas as noites o saldo fica esgotado. Cada manhã, a conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia desaparecem. Não há outra hipótese. Ao vivermos no presente, precisamos de gastar o nosso depósito diário. Assim sendo, o ideal é investir no que for melhor, cada dia. Na saúde, na família, na vocação e na espiritualidade.
Lembremos que o tempo é uma dimensão intangível que não é possível guardar.

Para perceber o valor de UM ANO, pergunte a um estudante repetente.
Para perceber o valor de UM MÊS, pergunte a uma mãe que teve um bebé prematuro.
Para perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um editor de um semanário.
Para perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos apaixonados que estão à espera do encontro.
Para perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a alguém que perdeu o avião.
Para perceber o valor de UM SEGUNDO pergunte a quem conseguiu evitar um acidente.
Para perceber o valor de UM MILÉSIMO DE SEGUNDO, pergunte ao atleta que só conseguiu ganhar a medalha de prata, numa olimpíada.
Valorize cada momento que tem! O tempo não espera por ninguém. O ONTEM é história. O AMANHÃ é mistério. O HOJE é uma dádiva de Deus. Por isso se chama PRESENTE. Resta-nos aceitá-lo e vivê-lo.

Extraído do livro "Pensar Faz Bem"
Escrito por: Ezequiel Quintino

domingo, 16 de julho de 2017

Fácil e Difícil

“Fácil é ocupar um lugar na agenda telefónica de alguém,
Difícil é ocupar o seu coração.

Fácil é julgar os erros dos outros,
Difícil é reconhecer os nossos próprios erros.

Fácil é ferir quem nos ama,
Difícil é curar uma ferida.

Fácil é perdoar aos outros,
Difícil é pedir perdão.

Fácil é exibir e comemorar uma vitória,
Difícil é assumir a derrota com dignidade.

Fácil é sonhar todas as noites,
Difícil é encontrar-se e estar com Deus nas pequenas coisas.

Fácil é dizer que amamos,
Difícil é demonstrá-lo todos os dias.

Fácil é criticar os outros,
Difícil é melhorar-nos a nós mesmos.

Fácil é pensar em melhorar,
Difícil é deixar de pensar e realmente fazê-lo.

Fácil é receber,

Difícil é dar.”

sexta-feira, 14 de julho de 2017





Deus dá

Quando o sonho se desfaz, Deus reconstrói.
Quando se acabam as forças, Deus renova.
Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus dá alegria.
Quando não há mais amor, Deus é sempre Amor.
Quando a desgraça é certa, Deus transforma-a em bênção.
Quando parece ser o fim, Deus mostra que ainda não é.
Quando a aflição persiste, Deus envolve-nos na paz.
Quando a doença bate à porta, Deus cura.
Quando surge o impossível, Deus torna-o possível.
Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer.
Quando tudo parece fechar-se, Deus abre uma nova porta.
Quando dizemos: “não vou conseguir” Deus diz: não temas, estou contigo.
Quando o coração é ferido por alguém, Deus derrama o bálsamo curador.
Quando não há possibilidade, Deus faz o milagre.
Quando há morte, Deus é Vida.
Quando a noite parece não acabar, Deus envia o amanhecer.
Quando surgir a dúvida de que isto seja possível, lembre-se de que, para Deus não existe o impossível!
Como diz Carol, “A hora da oportunidade fica muito próxima da hora da oração.”

Extraído do livro: “Pensar faz bem”

Escrito por: Ezequiel Quintino

domingo, 9 de julho de 2017


Nenhuma Flor

Todas as épocas têm histórias interessantes que encerram lições úteis.
Conta-se que nos tempos idos da monarquia, um príncipe de um grande país, nas vésperas de ser coroado imperador, precisava de casar para cumprir a lei. Resolveu então escolher a noiva, entre todas as moças da corte e do país. Anunciou uma festa especial com todas as pretendentes para, num oportuno, lhes lançar um desafio.

Uma serviçal do palácio ouviu comentários acerca dos preparativos da festa. Como mãe dedicada, conhecia o amor que a sua filha tinha pelo príncipe. Contou-lhe logo a novidade e ficou muito surpreendida com a reação dela. -  Mãe, eu vou candidatar-me! – Minha filha, disse a mãe, vão estar presentes as mais belas e ricas moças da corte.
Não transformes o teu sofrimento em loucura! – Mas a filha respondeu: - Não, mãe eu não sofro nem estou louca! Sei que poderei ser escondida. Mas, assim, terei a oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isso já me torna feliz.

Na noite marcada, a filha da serviçal compareceu no palácio.

O príncipe não demorou a lançar o desafio: - Darei a cada uma de vós uma semente.
Aquele que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será minha esposa e a futura imperatriz. O tempo começou a passar. A filha da empregada do palácio não tinha muita habilidade para a arte da jardinagem. Porém, cuidava da semente que tinha recebido do príncipe, com carinho e ternura. Sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma medida do seu amor pelo príncipe, não precisava preocupar-se com o resultado. Passaram três longos meses e nada aconteceu. Seis meses, e a semente não se transformou em flor… Mesmo assim, a jovem compareceu no palácio no dia e hora marcados. Estava feliz com a perspetiva de passar mais alguns instantes na companhia do príncipe. Nada mais esperava. Chegou ao palácio com o vaso sem flor.

Todas as outras moças apareceram no palácio com flores lindíssimas, das mais variadas formas, cores e odores. O palácio transformou-se num imenso jardim. Chegou finalmente o momento esperado. O príncipe passou junto de todas as pretendentes, observando com muito cuidado todas as flores. Por fim, anunciou que a sua futura esposa seria a jovem que não trazia flor. Isto provocou as mais variadas reações de espanto. Por essa razão, o príncipe fez questão em explicar a sua escolha.

- Esta menina – disse o príncipe – foi a única que cultivou a flor que a torna digna de ser imperatriz: a flor da honestidade! Porque, todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Esta história confirma que o emblema da honestidade é a sinceridade.


Extraído de:“Pensar Faz Bem” escrito por Ezequiel Quintino