segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Assado de Requeijão


Ingredientes:

- 1 chávena de nozes moídas
- 1 cenoura grande ralada
- 4 dentes de alho picados
- 1 cebola grande picada
- salsa q.b.
- 1 requeijão
- 2 ovos
- pão ralado c/ ervas aromáticas
- azeite q.b.
- sal q.b.


Modo de preparar:

Fazer um refogado com a cebola, o alho e o azeite.
Quando a cebola já estiver loirinha, juntar o requeijão e mexer até desfazer.
Juntar sal a gosto.
Retirar do lume e juntar os ovos um a um, mexendo muito bem.
Adicionar as nozes moídas e a cenoura.
Polvilhar com salsa a gosto e juntar o pão ralado até a mistura ter alguma consistência.
Deite a mistura num tabuleiro e leve a assar por 30 minutos a 200º.
Caso deseje, opcionalmente, pode formar bolinhas e fazer almôndegas.

Servir com esparguete, molho de tomate e uma boa salada de alface.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Noite Perdida



Coitado do Rouxinol!

Passou a noite ao relento,
do pôr ao nascer do sol,
sem descansar um momento,
sempre a cantar, sem dormir,
absorto no pensamento
de ver uma Rosa abrir...

Coitado do Rouxinol!

Passou a noite ao relento,
do pôr ao nascer do sol,
sempre a cantar, sem dormir...
Mas o mísero - coitado!
cantando tão requebrado,
com tal cuidado velou,
que adormeceu de cansado,
e os olhos tristes serrou
no minuto, no momento
em que ao luar e ao relento
a Rosa desabrochou...

Coitado do Rouxinol!

Com tal cuidado velou
do pôr ao nascer do sol,
e tanto, tanto cantou,
a noite inteira ao relento,
que de fadiga e tormento,
sem descansar, sem dormir,
fecha os olhos, perde o alento
no minuto, no momento
em que a Rosa vai abrir...

Coitado do Rouxinol!...

António Feijó



sábado, 27 de agosto de 2011

AQUÁRIO


Vivia no mar largo
e era feliz
feliz.

Sabia os sítios seguros
onde os maiores e mais duros
não podiam atacar
não o podiam caçar
não o podiam comer.

E continuava a viver.

Quando nadar o cansava
uma alga procurava
e dormia um bocadinho
e a onda que o embalava
era amiga do peixinho.
A onda amiga ondulava
enquanto o acalentava
aquecia
arrefecia
e para longe o levava.

Tão longe
tão vasto o mundo!
- o seu mundo...
tão largo alto profundo!
Que alegria de nadar!

Mas um dia aconteceu
que um fenómeno se deu:
Foi pescado
foi levado
para fora do seu mar
para longe do seu lar
transportado
bem fechado
numa prisão de cristal.

E
se não lhe fizeram mal
se o não comeram com sal
está muito descontente
numa prisão transparente
à vista de toda a gente.

Alice Gomes



sexta-feira, 24 de junho de 2011

E se um cachorro fosse o seu professor? Você aprenderia coisas assim:



Quando alguém que você ama chega a casa, corra logo ao seu encontro.

Nunca perca uma oportunidade de ir passear.

Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.

Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.

Tire uma soneca quando lhe apetecer e espreguice-se antes de se levantar.

Corra, pule e brinque todos os dias.

Tente dar-se bem com o próximo e deixe as pessoas tocarem-no(a).

Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.

Em dias quentes, pare e role na relva, beba bastantes líquidos e deite-se debaixo da sombra de uma árvore.

Quando estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

Não importa quantas vezes o(a) magoem, não se sinta culpado(a)… volte e faça as pazes novamente.

Aproveite o prazer de uma longa caminhada.

Alimente-se com gosto e entusiasmo.

Seja leal.

Coma só o suficiente.

Nunca pretenda ser o que você não é!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O dedo da Mamã



Amigos, eu sei que ontem foi o Dia da Mãe. Parabéns a todas as MÃES, em especial à Minha!
Mas... hoje que já passou o dia especial... vou contar-vos como fui tão infeliz quando era pequenina!!! E de certeza que não fui só eu... Ora leiam:


Não posso pôr o pé em ramo verde,
Pois tudo quanto faço a mamã sabe,
Embora com razão ninguém se gabe
De que a seguir-me todo o tempo perde.
E não estou a mentir! Ninguém me espreita,
Por isso ainda mais me mortifico!

À mamã tudo vai meter no bico
Um dedo que ela tem na mão direita!
E então, oh! O mínimo, um simples dedo
Assim tão pequenino a meter-me medo
A mim, a mim que nunca mal lhe fiz!
O meu, porém, não sei porquê, é mudo,
Enquanto o da mamã, esse diz tudo!
Palavra! Sempre sou muito infeliz!

E o dedo da mamã só diz verdades,
De forma que ela está sempre ao corrente
De tudo que eu pensar, especialmente
Quando penso em fazer tristes maldades!...

Apontando por gosto os meus defeitos
É um dedo ruim, descarado!
Se ele ontem acusou-me, o desgraçado,
O desalmado, que eu tinha tirado dois confeites,
Só dois confeites, duma rica prenda:
Uma caixinha com papel de renda,
Lembrança da vizinha Beatriz.
Pois ao deitar-me, minha mãe ralhou-me
E gulosa, em voz áspera chamou-me.
Não há ninguém como eu tão infeliz!...

Tive que pedir a Jesus Cristo
Me perdoasse a falta cometida.
Nem sei às vezes como ainda existo!

Lembrar-me eu que um dedo me detesta!!!
É este? Não sei porquê
Não engraço com a mão direita!
Não, não é esta,
Vejamos, é a outra.

É com certeza,
Com ela hoje peguei no garfo à mesa,
A mamã ao almoço assim o quis.
E é para mim motivo de doença
Não saber o que toda a gente pensa!
O que eu sei é que sou muito infeliz!...

Enfim, vou fazer uma experiência!
- Praticar uma acção boa, excelente,
Para ver se é justo o dedo impertinente
E à mamã vai contá-la com urgência!

Que há de ser? Estudar? Oh, que fadiga!...
É difícil vencer essa batalha.
Lavar as mãos! Se estão sujas a mamã ralha...
Mas isso vê-se sem que o dedo diga...

Já sei! Hoje já não compro o meu bolinho,
Dou o dinheiro de esmola a um ceguinho
Que à porta do colégio Deus bendiz.
Se isto à mamã contasse o dedo adivinho,
Se lho dissesse o seu dedo mindinho,
Ninguém, no mundo seria mais feliz!...

Será que a vossa Mãe também era assim como a minha???