sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Milagre de Natal




Era uma vez um menino
chamado Zé Avelino,
saudável, inteligente,
muito bom e diligente.

Mas não tinha habilidade
mesmo com boa vontade
p’ra desenhar e traçar,
reproduzir, inventar…

E assim vivia sem gosto
com este enorme desgosto…
As aulas estão a acabar,

todos já vão começar
com os desenhos de Natal
p’ra exposição anual
na escola do Avelino.

Ele escolhe o Deus-Menino
p’ra motivo do desenho
e tenta com muito empenho
fazer trabalho asseado…

Mas está muito enervado,
não consegue reagir,
acalmar… vai desistir!
O que fez… só p’ra rasgar!

A mestra vê-o chorar
e chama o nosso rapaz
que afirma: “Não sou capaz
de fazer nada de jeito!...”

“Olha p’ra mim a direito”,
diz-lhe a mestra, docemente,
e escuta-me atentamente:

O que agrada ao Deus-Menino,
fixa bem isto, Avelino,
não é só a qualidade
da obra, mas a vontade,

entusiasmo e amor
que se oferecem ao Senhor
no trabalho executado.
Não estejas desanimado!

Limpa os olhos. Porque não
descontrais o coração?
Faz aquilo que quiseres,
fá-lo o melhor que puderes!”

No papel humedecido
Avelino, enternecido,
começou a trabalhar…

Custa mesmo a acreditar,
mas o quadro do Avelino
que mostrava o Deus-Menino,
foi o mais apreciado
e o melhor classificado.

Pois do Menino-Jesus
desprendia-se uma luz
ténue, sobrenatural…
Um Milagre de Natal!


Julieta Vilela



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Para as minhas amigas gulosas...

Bolo de Chocolate!


Ingredientes:

- 7 ovos
- 1 ¾ chávena almoçadeira de açúcar
- 1 ¾ chávena almoçadeira de farinha
- ½ chávena almoçadeira de água morna
- ½ chávena almoçadeira de cacau em pó
- ½ chávena almoçadeira de óleo de amendoim
- 3 colheres de chá de fermento
- 1 pitada de sal

Modo de Preparação:

Bater as gemas com o açúcar.

Dissolver o cacau na água morna, juntá-lo à massa e bater mais um pouco.

Adicionar o óleo, o sal e a farinha com o fermento.

Envolver por fim, as claras em castelo bem firmes.

Levar ao forno em forma grande durante pelo menos 45 m, sem nunca abrir a porta do forno.

Pode barrar o bolo, depois de frio, com chantilly e fiozinhos de chocolate líquido.

Bom Apetite!



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Somente Uma Mãe Saberia...




       Um dia a minha mãe saiu e deixou o meu pai a tomar conta de mim.
       Eu tinha uns dois anos e meio. Alguém me tinha oferecido um jogo de chá e era um dos meus brinquedos favoritos.
       O meu pai estava na sala a ver as notícias, quando eu lhe trouxe uma chávena de chá, que na realidade era apenas água. Após várias chávenas de chá, continuando eu a receber elogios entusiasmados do meu pai a cada chávena servida, a minha mãe chegou.
       O meu pai disse-lhe para se sentar na sala para me ver a trazer a chávena de chá, porque era a coisa mais fofa do mundo!
A minha mãe esperou... e então, lá vinha eu pelo corredor com uma chávena de chá para o meu pai. A minha mãe viu-o beber o chá todo.
       Então a minha mãe disse ao meu pai (apenas uma mãe saberia!):
       - Passou-te pela cabeça que o único lugar onde ela chega à água é na sanita?

        Os pais não pensam como as mães...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Amor de Amigo



Durante um confronto bélico, um orfanato de missionários numa aldeia vietnamita foi atingido por várias bombas.

Os missionários e duas crianças morreram no momento e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.

Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes procuraram o socorro dos americanos. Um médico da Marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.

Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas, ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.

Saíram à procura de um dador com o mesmo tipo de sangue. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser dadores.

O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.

Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.

Então, perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.

Finalmente, uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.

Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Como é o seu nome?

O garoto respondeu em voz baixa: - Heng.

Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool no seu braço e espetaram a agulha na veia.

Durante estes procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.

Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.

Está a doer Heng? - perguntou o médico.

Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar.

O médico voltou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.

Mas os soluços ocasionais acabaram por se transformar num choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.

O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava a acontecer.

Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.

Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino. Então ela disse aos americanos: - Ele achou que estava a morrer. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.

E porque concordou ele? - perguntou o médico.

A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente: - Ela é minha amiga.

Faz-me lembrar o meu
Amigo Jesus... só que Ele morreu mesmo por mim para eu poder viver! Obrigada Jesus!                                                 (John W. Mansur)



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um Sorriso





Um sorriso custa pouco,
mas rende muito.
Não empobrece quem o dá
e enriquece quem o recebe.
Dura só um instante,
mas perdura na lembrança para sempre.
Ninguém é tão pobre que o não possa oferecer a todos.
É sinal externo da amizade profunda.

Um sorriso
alivia o cansaço,
retempera as forças
e é conforto na tristeza.

Um sorriso tem valor desde o momento em que se dá.

Se pensas que o sorriso não vale nada para ti,
sê generoso e dá o teu, porque ninguém precisa tanto do sorriso
como aquele que não sabe sorrir.