quinta-feira, 11 de maio de 2017


Dez Conselhos para se Manter Jovem

Hoje tenho conselhos para manter a juventude. “Receberam de graça, deem de graça,” aconselhou Jesus há dois mil anos. Como recebi gratuitamente este conteúdo, de autor desconhecido, tenho o prazer de o partilhar consigo, esperando que lhe seja útil. Então, aqui estão dez conselhos:
1.      Procura rodear-te de amigos alegres. É que os tristes deprimem. Tem isso em consideração e certifica-te que não és um desses deprimidos.
2.      Não deixes o cérebro desocupado. Continua a aprender sempre… Aprende mais sobre a vida, o mundo, o universo e Deus. Lembra-te de que uma mente vazia é o ambiente propício para a instalação do mal. Então, previne-te!
3.      Não deixes de apreciar as coisas belas e simples.
4.      Ri com frequência. Solta gargalhadas. Ri, por vezes, até perderes o fôlego. E se tiveres um amigo que te faça rir, procura passar tempo na companhia dessa pessoa.
Rir é saudável.
5.      Se nalgum momento surgirem as lágrimas, é natural. Resiste, recupera-te e segue em frente. A única pessoa que está contigo a vida inteira és tu mesmo. Por isso, vive, enquanto estiveres vivo!
6.      Rodeia-te do que amas. Pode ser: a família, os amigos, os animais de estimação, boa música, e bons livros, flores ou plantas, o que quer que seja. A tua casa é o teu refúgio! Escolhe bem.
7.      Cuida da tua saúde. Se ela está bem, preserva-a. Se está instável, melhora-a. Se está além das tuas possibilidades melhorá-la, procura ajuda.
8.      Não vás a lugares onde não te sintas bem. Sai para o campo, para a cidade, montanha ou praia, mas NÃO vás a lugares que te deprimam.
9.      Nunca esqueças de dizer às pessoas que amas, que as amas, sempre que tiveres oportunidade. Acima de tudo, não te esqueças que a juventude é um estado de espírito.
10.  Perdoa aqueles que te fizeram sofrer. Podes não ter uma segunda oportunidade para fazer isso. Perdoa-te a ti mesmo, no caso de teres esquecido o Autor da tua existência.
Há já três mil anos, aconselhou o sábio Salomão: “Lembra-te do teu Criador, enquanto fores jovem” Ecles. 12:1. Por isso, não desista de procurar Deus.


Ezequiel Quintino, “Pensar Faz Bem”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017


Tosse
Tossir pode ser desgastante.
Aprenda a lidar com este sintoma.

A Tosse é algo que nos acontece por várias razões, que nos irrita e tira horas de sono. Vamos então tentar perceber o que é, porque aparece e o que podemos fazer para a aliviar; neste ponto é importante percebermos quando pedir ajuda.

O que é e porque aparece?

A tosse constitui uma resposta fisiológica do organismo, por isso mesmo necessária, e resulta da irritação das vias aéreas. É devida a uma contração espasmódica, repentina e normalmente repetitiva da cavidade torácica. A tosse provoca libertação violenta de ar dos pulmões e visa expelir elementos nocivos como poeiras, bactérias, vírus, fungos e secreções várias.

Os vários tipos

Segundo o tempo de duração pode ser aguda de aparecimento repentino associada a infeções respiratórias (ex: gripes ou constipações) e que passa em poucos dias ou semanas; ou crónica mais arrastada e relacionada com múltiplos fatores.
Pode ser seca – irritativa ou produtiva – que liberta secreções (expetoração).

O que causa a tosse?

Tendo causas várias, a tosse pode resultar de uma infeção respiratória como a gripe ou constipação, pode ser sintoma de alergia, de irritação provocada por fatores externos (poluição, fumo de tabaco), de doença pulmonar obstrutiva crónica ou de refluxo gastro-esofágico (quando o ácido gástrico sobe pelo esófago, podendo irritar o trato respiratório ou a garganta.

O que fazer para controlar a tosse?
. Dormir com almofada mais alta;
. Aumentar a ingestão de líquidos para ajudar a acalmar a irritação e a fluidificar as secreções;
. Aplicar soro nasal, com efeito semelhante ao anterior;
. Os xaropes caseiros, como o xarope de cenoura, de gengibre ou de mel e limão, podem aliviar a tosse;
. Os xaropes adquiridos em farmácias, devem ser utilizados de forma cuidadosa e adequada existindo dois tipos:
. Xaropes antitússicos, para a tosse seca e irritativa,
. Xaropes mucolíticos, que fluidificam as secreções.
O uso inadequado de um xarope pode acarretar consequências graves, ou mesmo prolongar a duração da tosse e aumentar as secreções. Os xaropes apenas devem ser administrados caso a tosse persista. É então altura para recorrer ao médico, principalmente se associado à tosse surgir febre ou falta de ar.

Extraído da revista “Sintra Saudável.”

Texto de: Délio Pacheco

domingo, 15 de janeiro de 2017



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Planear a Vida

Sonhar é viver! Até porque, “o sonho comanda a vida”, como canta Manuel Freire.
Planear sonhar, para concretizar o sonho, é um ótimo estimulante da vida. Há pessoas que pensam que sonhar e planear são atitudes exclusivas dos jovens que estão a iniciar a vida. Não deveria ser assim. Todos nós, jovens ou adultos, devemos sonhar e planear. É certo que, ao longo da vida, o centro dos nossos planos pode alterar-se.
            O jovem pode colocar metas relativamente aos estudos, à profissão, ao casamento… Os planos dos mais velhos podem passar por educar os filhos, transformar a casa ou comprar uma nova, mudar de carro, mudar de emprego, viajar, etc. De uma coisa podemos ter a certeza: para viver cada fase da vida em plenitude e beleza, é necessário ter, diante de si, o estímulo dos objetivos a alcançar e dos sonhos a viver, para os concretizar. Não há nada mais triste na vida do que acordar de manhã, e saber que se tem um dia todo pela frente, sem estímulo sem ter nenhuma tarefa útil a fazer ou nada em que pensar.
            Gostaria de lembrar uma grande verdade: todos temos necessidade de amizade e de amor. Para realizarmos os nossos sonhos de vida, temos de planear viver a amizade e o amor. Ao estabelecermos os nossos ideais e sonhos para a vida, devemos incluir neles a aprovação divina e o amor aos nossos semelhantes, começando pelos mais próximos.
            Durante a minha existência, tenho visto os sonhos de muitas pessoas esfacelarem-se e ruírem diante dos percalços que, por sua vez, têm de passar. Com isto, aprendi uma grande lição: ‘é o amor, e não o tempo, que cura todas as feridas.’
            Aqueles que incluem Deus e os outros nos seus planos de vida, encontram forças para vencer as frustrações. Algumas pessoas, por vezes, deixam-se dominar pelo desespero; perdem a fé ou deixam-se levar pelos caminhos inglórios das drogas e do álcool.
            Ao colocarmos a dimensão divina e a humana nos nossos planos e sonhos, encontraremos a força propulsora de todo o sucesso da nossa vida afetiva, social e profissional. Só então seremos pessoas plenamente felizes!
            Deixo-lhe o pensamento de Karina Montanari da Cunha: “O caminho em direção ao Bem não é fácil, mas, quando conquistando, torna-se uma enorme gratificação para o ser humano.”

Extraído “Pensar faz Bem” escrito pelo Pastor Ezequiel Quintino

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016







Não Houve Lugar para Eles na Estalagem


“E deu à luz a seu filho primogénito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” Lucas 2:7.

Os habitantes de Belém estavam muito atarefados. O recenseamento que César Augusto tinha decretado era um registo de pessoas e bens para facilitar a cobrança dos impostos. Todos tinham que o fazer no seu lugar de origem e não no de residência, de modo que, em certos lugares como Belém, havia tráfego e aglomeração de pessoas chegadas de outros lugares da Palestina, aos quais havia que providenciar comida e alojamento. Eram dias de muito trabalho para os residentes, mas, ao mesmo tempo, de lucros abundantes. José e Maria chegaram de Nazaré e procuraram um lugar onde se alojar. Ela já tinha completado nove meses de gravidez e a possibilidade de se dar o parto preocupava-os. Bateram às portas e suplicaram hospitalidade das pessoas de Belém, mas portas e corações fecharam-se com indiferença e, possivelmente, com egoísmo. O texto diz: “Não havia lugar para eles na estalagem.”
            A estalagem consistia num grande recinto construído em pedra que tinha um pátio ao centro, onde se guardavam os quartos à volta. Mas estava tudo ocupado. Ninguém lhes ofereceu um cantinho sequer onde se pudesse alojar. Ninguém teve compaixão do santo casal. E a angústia de ambos ia aumentando porque Maria começava já a sentir as contrações do parto. Cada passo que davam, cada resposta negativa que recebiam, cada gesto de indiferença, cada dor de Maria e cada angústia de José iam aproximando o nascimento de Jesus e a Salvação do mundo. Finalmente, alguém lhes ofereceu um estábulo numa gruta que tinha estrebarias para albergar animais durante as muito frias. Ali nasceu o Filho de Deus, Rei dos reis e Senhor dos senhores.
A que se deveu a insensível rejeição e indiferença dos habitantes de Belém? Naqueles dias de aglomeração de viajantes, os seus corações estavam demasiado ocupados com os cuidados desta vida, nos trabalhos e lucros, para descobrirem a urgente necessidade do casal. Corações carregados de materialismo, capazes de rejeitar e de lançar fora da sua vida e do seu lar o Salvador do mundo. Quantos estão, ainda hoje, dominados por este mesmo espírito!
Hoje convido-te a preparares o coração para receberes Jesus. Não O deixes passar pela tua vida!




Extraído do livro Mas Há Um Deus No Céu por Carlos Puyol Buil

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016


O Filho do Carpinteiro



 “E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.” Mateus 1:20.

José e Maria estavam noivos. O noivado era um compromisso formal, anterior ao casamento, no qual, embora não morassem juntos ainda, se consideravam tão ligados entre si que lhes chamava marido e mulher, devendo, para desfazer o noivado, repudiar com carta de divórcio como se se tratasse de cônjuges. Algum tempo depois do noivado, o noivo levava solenemente a noiva para a sua casa e o matrimónio considerava-se consumado. No caso de José e Maria, o que provavelmente aconteceu foi que, depois de três meses da estadia de Maria na casa de Isabel, José quis levá-la para sua casa e descobriu então aquela surpreendente gravidez. A sua primeira atitude foi de perplexidade face a dois deveres contraditórios: por um lado, não podia casar com Maria, não sabendo a origem da gravidez ou não acreditando nela; mas, por outro lado, a pureza, a candura, as explicações e as lágrimas da sua prometida não lhe permitiam tão pouco expô-la à ignomínia e menos ainda ao rigor da Lei. Assim, decidiu separar-se dela secretamente, sem indicar a causa, o que implicava que teria que levar, juntamente com Maria, parte da vergonha. Mas Deus conhecia as intenções de José e tinha outro plano: o anjo revelaria a este bom homem a realidade do que tinha ocorrido e pedir-lhe-ia que aceitasse o plano divino com todas as suas consequências. E José, confiando na justa e sábia providência divina, renunciando a qualquer defesa da sua honra como esposo de Maria, aceitou e “fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher”(Lucas 1:24).
Jesus cresceu em Nazaré rodeado de amigos e vizinhos. No entanto, quando chegou o tempo de iniciar o Seu ministério e levar a cabo milagres e maravilhas, assim como de expor poderosamente as Escrituras, aqueles que O tinham visto crescer perguntavam-se com assombro: “Não é este o filho do carpinteiro?” Mateus 13:55. José aceitou ser o pai adotivo de Jesus. Não apenas desempenhou este papel nas cenas da Natividade, mas ao longo do resto da sua vida.
Mas há um Deus nos Céus… quando não compreendemos a vontade de Deus e quando os Seus pedidos parecem, aparentemente, incompreensíveis.
Confia hoje na Sua Palavra. Recorda as palavras de Jesus a Pedro: “O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois”(João 13:7).   

Extraído de: "Mas há um Deus no Céu" de Carlos Puyol Buil

domingo, 20 de novembro de 2016

O saco do Pai Natal



- O saco do Pai Natal desapareceu! O saco do Pai Natal desapareceu!
Estava uma grande confusão na oficina do Pai Natal. Os duendes corriam por todos os lados. Estava a chegar a hora de partir e ninguém sabia do saco do Pai Natal desde que fora usado no dia anterior.
- Que desgraça! – exclamou o Pai Natal. – Já devíamos ter enchido o saco de presentes para as crianças de todo o mundo! Se me atrasar, nunca mais irei conseguir terminar a viagem antes do amanhecer.
Os duendes corriam por todo o lado, empurrando-se uns aos outros.
- Oh! Oh! Oh! – declarou o Pai Natal. – Vamos pensar, meus amigos!
Este saco não pode ter desaparecido! E a corrermos como doidos, não o vamos encontrar. Temos de nos organizar. Os duendes azuis vão procurar na oficina. Os duendes vermelhos, nos estábulos das renas. Os duendes amarelos, no jardim.
Os duendes verdes, na minha casa. Dou-vos cinco minutos.
Depois, regressem aqui. Isto está a deixar-me exausto.
Cansado de tanta agitação, o Pai Natal sentou-se. Mas sabia que ainda lhe faltavam fazer muitas coisas naquela noite, não se podia dar ao luxo de partir atrasado.
Cinco minutos depois, os duendes regressaram, alinhando-se em frente ao Pai Natal, que estava cada vez mais preocupado.
- Duendes vermelhos?
- Nada, Pai Natal.
- Duendes azuis?
- Nem uma pista…
- Duendes amarelos?
- Nem uma sombra do saco!
- Duendes verdes?
- Infelizmente…

Estava a ser de mais! O Pai Natal ficou vermelho de tão furioso.
- O saco não pode ter desaparecido!
Vocês sabem que sem o meu saco mágico não posso distribuir os presentes… O que vão pensar as crianças?
De repente, ouviu-se uma voz fraquinha: era um duende violeta.
            - Pai Natal, acho que se sentou em cima dele.
O pobre Pai Natal virou-se e desatou a rir às gargalhadas.
- Bem, meus amigos, espero que esta tenha sido a primeira e a última vez que isto me acontece. Vamos lá, está na hora de encher o saco e partir.
Meu dito, meu feito.
- Feliz Natal às crianças de todo o mundo! – exclamou o Pai Natal, desaparecendo por entre as estrelas.

Conto de: Ella Coalman

domingo, 2 de outubro de 2016


A amizade consiste na delicadeza de estar disponível 
para o outro




     Sempre existe em cada um de nós uma palavra não dita, um sentimento inconfesso e reprimido, um desejo implícito que quer ter vida. O nosso eu interno precisa de ar. Precisa respirar um pouco aqui fora, no mundo onde talvez ele possa ser compreendido e amado. Mas no cotidiano das urgências e dos prazos, onde o Ter impera e o Ser vai perdendo mais e mais status, já não há muito espaço para a expressão do sentir.
     E, se poucos são aqueles que param para ponderar acerca das próprias emoções e desejos, quem teria, nos dias de hoje, tempo e interesse de ouvir o desabafo do outro?
Na tentativa de sublimar os seus conflitos internos, os poetas versejam o que punge, os pintores delineiam as emoções em traços e tons, os escultores se esmeram em dar expressão concreta aos abstratos da alma, os músicos dão som aos ais e às alegrias mais profundas. Mas, e aqueles que não se inclinam às artes? A estas, que correspondem à esmagadora maioria de nós, resta a velha terapêutica da amizade: o desabafo.
     Desabafar é fazer fluir a palavra para dar vazão a uma emoção afogada em nossa represa interior. A dor pode deslizar nas ondas das frases, a alegria pode transbordar dos verbos e dos substantivos mais delicados… O desejo, a frustração, tudo muda quando dito, quando confessado. A emoção recebe rajadas de luz. Mas poucos, infelizmente, são aqueles que, hoje, ao apregoarem ou até jurarem uma sincera amizade, emprestam seus ouvidos ao outro.
     Penso que talvez a maioria de nós não perceba que quem desabafa não quer conselho. Não quer norte. Não quer reprimenda ou aplauso. Só quer saber que outro humano se importa. Que outro humano é capaz ouvir e talvez dimensionar a sua dor. Quer sentir que no mundo há outros que também sentem e que compreendem os seus vazios, ou as suas falsas plenitudes.
     Talvez o que temamos seja ver no outro a nossa dor espelhada a que há muito não notamos, e que está abafada, aturdida, asfixiada pela pressa cotidiana, mas que, em silêncio, sangra. Talvez o que tenhamos, de fato, seja o medo de constatar a imensa humanidade que ainda resta em nós, embora nos cerquemos de máquinas e números e metas concretas.
     Não ouvir, não querer ler no outro as linhas mais significativas do seu íntimo é prova incontestável de que a amizade inexiste. A amizade consiste na delicadeza do “estar disponível” para sentir o outro. Ela é o exercício da empatia.
     Aquele que é incapaz de ouvir, por mais bem-sucedido que seja no mundo dos fatos, é ainda indigente nos terrenos da alma. É estrangeiro no solo da afeição. E nem percebe que, de tanto omitir-se de ouvir, a sua alma emudece e se esquece, um tanto mais e a cada dia, do existir.

Artigo de  Nara Rúbia Ribeiro
Advogada, poeta, escritora, idealizadora e responsável pela edição geral da Revista Pazes.