domingo, 15 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O dedo da Mamã

Amigos, eu sei que ontem foi o Dia da Mãe. Parabéns a todas as MÃES, em especial à Minha!
Mas... hoje que já passou o dia especial... vou contar-vos como fui tão infeliz quando era pequenina!!! E de certeza que não fui só eu... Ora leiam:
Não posso pôr o pé em ramo verde,
Pois tudo quanto faço a mamã sabe,
Embora com razão ninguém se gabe
De que a seguir-me todo o tempo perde.
E não estou a mentir! Ninguém me espreita,
Por isso ainda mais me mortifico!
À mamã tudo vai meter no bico
Um dedo que ela tem na mão direita!
E então, oh! O mínimo, um simples dedo
Assim tão pequenino a meter-me medo
A mim, a mim que nunca mal lhe fiz!
O meu, porém, não sei porquê, é mudo,
Enquanto o da mamã, esse diz tudo!
Palavra! Sempre sou muito infeliz!
E o dedo da mamã só diz verdades,
De forma que ela está sempre ao corrente
De tudo que eu pensar, especialmente
Quando penso em fazer tristes maldades!...
Apontando por gosto os meus defeitos
É um dedo ruim, descarado!
Se ele ontem acusou-me, o desgraçado,
O desalmado, que eu tinha tirado dois confeites,
Só dois confeites, duma rica prenda:
Uma caixinha com papel de renda,
Lembrança da vizinha Beatriz.
Pois ao deitar-me, minha mãe ralhou-me
E gulosa, em voz áspera chamou-me.
Não há ninguém como eu tão infeliz!...
Tive que pedir a Jesus Cristo
Me perdoasse a falta cometida.
Nem sei às vezes como ainda existo!
Lembrar-me eu que um dedo me detesta!!!
É este? Não sei porquê
Não engraço com a mão direita!
Não, não é esta,
Vejamos, é a outra.
É com certeza,
Com ela hoje peguei no garfo à mesa,
A mamã ao almoço assim o quis.
E é para mim motivo de doença
Não saber o que toda a gente pensa!
O que eu sei é que sou muito infeliz!...
Enfim, vou fazer uma experiência!
- Praticar uma acção boa, excelente,
Para ver se é justo o dedo impertinente
E à mamã vai contá-la com urgência!
Que há de ser? Estudar? Oh, que fadiga!...
É difícil vencer essa batalha.
Lavar as mãos! Se estão sujas a mamã ralha...
Mas isso vê-se sem que o dedo diga...
Já sei! Hoje já não compro o meu bolinho,
Dou o dinheiro de esmola a um ceguinho
Que à porta do colégio Deus bendiz.
Se isto à mamã contasse o dedo adivinho,
Se lho dissesse o seu dedo mindinho,
Ninguém, no mundo seria mais feliz!...
Será que a vossa Mãe também era assim como a minha???
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Uma Primavera Especial
A Maria e o João nasceram no dia 21 de Março.
O avô destes dois meninos, o senhor Joaquim, era jardineiro e vivia numa aldeia que não tinha telefone. Enquanto plantava uma árvore para festejar a chegada da Primavera, escutou um pombo aproximar-se com uma carta no bico, que anunciava:
Ansiosos por conhecer a avó Ana e o avô Joaquim, os netos já amigos,
Maria e João"
O senhor Joaquim correu a dar a boa notícia à dona Ana, que o abraçou, ao mesmo tempo que dava gargalhadas.
Então, os dois avós babados começaram a pôr num cesto de verga os presentes que tinham andado a juntar nos últimos meses: uma moeda de ouro e um lençol bordado; e ainda sementes de macieira, de girassol e de melancia. Tudo a multiplicar por dois. E lá foram na sua carroça, puxada pelo burro Saltitão, a caminho da maternidade, onde os bebés mais bonitos do mundo inteiro dormiam felizes.
Quando a Maria e o João começaram a crescer, tornaram-se grandes companheiros dos avós. A Maria ia sempre à capoeira com a avó Ana e dava de comer às galinhas que, à sua chegada, a recebiam com um canto popular. O João ajudava o avô Joaquim a tratar das flores e das árvores da quinta. O menino dizia que todas sorriam quando ele as visitava. E por mais que ninguém acreditasse, o João tinha a certeza de que era assim.
Quando ficaram mais crescidos, a Maria e o João foram morar para a cidade.
Embora vivessem longe dos avós, os meninos visitavam-nos sempre que podiam. E todos os anos, no dia 21 de Março, iam à aldeia da dona Ana e do senhor Joaquim festejar o seu aniversário. Faziam um piquenique à volta da árvore plantada no dia do seu nascimento, e toda a família cantava os parabéns aos três aniversariantes: à Maria, ao João e à árvore.
Quando cresceram ainda mais, estudaram muito, e a Maria tornou-se veterinária. O João é hoje arquitecto paisagista e ajuda a criar espaços verdes nas cidades, para que as pessoas que lá vivem tenham uma vida melhor.
Rosário Alçada Araújo, Brincar às Escondidas e outras histórias da Mãe Natureza
domingo, 3 de abril de 2011
Vantagens dos gémeos
Era assim que nós conversávamos, eu e a minha irmã. Ninguém percebia nada!
Que saudades dessas conversas!
Às vezes não chegávamos a nenhuma conclusão,
outras vezes esses momentos não eram muito pacíficos...
mas lá que falávamos muito, isso falávamos!
Bons tempos!!!
domingo, 27 de março de 2011
Cheesecake de Maracujá
Ingredientes:Para a base:
200 g de bolachas tipo Maria
80 g de açúcar
90 g de manteiga
Para o recheio:
3 dl de polpa de maracujá em lata sem sementes
200 g de queijo mascarpone
0,5 dl de leite
1 lata de leite condensado
7 folhas de gelatina incolor
4 dl de natas frias
100 g de açúcar
Para a cobertura:
1,5 dl de polpa de maracujá em lata sem sementes
3 cs de sopa de leite condensado
2 maracujás
4 folhas de gelatina incolor
Para a decoração:
Maracujás
Esmague as bolachas com um rolo de cozinha. Junte o açúcar, a manteiga e amasse bem.
Coloque um aro com 25 cm de diâmetro num prato de servir e preencha o fundo com o preparado, calcando bem.
Para o recheio, misture bem a polpa de maracujá com o queijo e os leites.
Demolhe as folhas de gelatina em água fria por 3 minutos. Escorra e leve ao lume em banho-maria, mexendo até derreterem. Incorpore na mistura anterior.
A seguir, bata as natas em neve. Adicione o açúcar aos poucos, continuando a bater, até ficarem bem firmes. Envolva no preparado e verta sobre a base de bolacha. Leve ao frio para solidificar.
Entretanto, misture muito bem a polpa de maracujá com o leite condensado, com uma vara de arames. A seguir, adicione a polpa dos maracujás, retirando-a com o auxílio de uma colher. Demolhe as folhas de gelatina em água fria por dois minutos. Escorra e leve ao lume, mexendo até derreterem. Incorpore no preparado. Verta sobre o cheesecake, espalhe uniformemente e leve ao frio para ficar sólido.
Para desenformar, passe uma faca a toda a volta do interior do aro e retire-o.
Decore a gosto com maracujás.
domingo, 20 de março de 2011
Que ternurento!!!
Amigos, vejam este vídeo gravado por um turista na ilha chamada Geórgia do Sul, que pertence aos ingleses e está situada ao sul do continente Sul Americano.
A turista sentou-se na praia para admirar os elefantes marinhos e os pinguins na Baia Dourada da Geórgia do Sul. Inesperadamente, um dos elefantes marinhos é aparentemente atraído por ela e pouco a pouco vai-se aproximando.
É uma cena fora do comum e muito interessante.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ainda a Idade Média... mas agora os seus Odores!!!
Na Idade Média, não existiam dentífricos ou escovas de dentes, perfumes, desodorizantes, muito menos papel higiénico.Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o sumptuoso palácio não tem casas de banho.
As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas.
Quem já esteve no palácio admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia sanita.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias que eram propositadamente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene.
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água canalizada.
O mau cheiro era dissipado pelo leque.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de também espantar os insectos…
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